Quando a chuva te espera cair pra chegar em casa,
O sol te espera surgir pra levantar,
A nuvem te espera passar pra sorrir
E a arvore te espera crescer pra sentar.
Quando o mar te espera subir pra pular,
A sombra te espera sumir pra passar,
A noite te espera acordar pra durmir,
E a folha te espera voar pra levantar.
Quando a geladeira te espera pensar pra abrir,
O chuveiro te espera molhar pra despir
A cama te espera gemer pra deitar,
E O silencio te espera acalmar pra gritar.
Quando a palavra te espera falar pra sentir,
A tristeza te espera calar pra chorar,
O tempo te espera passar pra correr,
E o amor te espera acontecer pra viver.
Se tudo isso for pra você, se tudo isso tiver de ser,
Então ta na hora de desligar a tv.
E tudo rimadinho que é legal de se ler,ver,ter,viver,comer,crescer,ser.
E vou cantar uma música pra você. Ilari ilari ilari iÊ !! =)
Enquanto os trocados de um troco rotineiro se perdem pelos fundos da bolsinha vermelha dos documentos amassados e papéis sem importância, eu olho pro céu que não pede moeda alguma para se mostrar em azul, azul de alegria de mais um dia de luta, mais um dia de trocados esquecidos no fundinho da bolsa surrada e querida. Eu penso como é bom ter apenas grana pra entrar na condução e ir por ai, dando muitas voltas, e voltas, e olhando o céu azul. E quem não tem as moedinhas no fundinho da bolsa, ou sacola, ou da paciência pra entrar em ônibus, trem, metro, ou seja lá qual for o transporte que leva até a labuta para conseguir o pão de cada dia? O céu continua azul, dando voltas e voltas? Os filhos continuarão felizes, bem alimentados, e com roupinhas bonitinhas somente com o amor de seus pais que saem para o trabalho antes do sol dar as caras e voltam ao lar depois da ceia da meia noite?
Meus trocados estão perdidos no fundinho da bolsa, enquanto algumas vidas estão sendo perdidas por ai. De quem é a culpa?
Minha? Sua? Políticos? Deus?
Não importa.
Não importa o meu partido, o seu.
Não importa o meu Deus, o seu.
O barco é de todos.
As bolsinhas vermelhas surradas deveriam ser de todos, uma pra cada um, com muitas moedinhas esperando para serem encontradas em beijos de bom dia em filhinhos e céus sinceramente azuis.
Utopia?
O barco é de todos.
De quem é a culpa?
Não importa, o céu é de todos.
Não é a dor do chão, não, não.
não é a dor do chão, não, não.
não é a dor do chão, meu irmão.
é a dor do coração.
A dor do chão arde, fura, corta, espeta
A dor do peito nao tem quem lhe de a mão pra levantar
A dor do peito é aquela mais intensa, não tem nenhuma doença que se possa comparar.
A dor do chão tem remédio, tem vacina.
A dor do peito nao tem como se curar
a dor do peito é aquela mais que sina, mas quando se é bem-vinda, vai embora num piscar.
A dor de carne é mais uma dentre muitas.
a dor do peito é dentre muitas a mais cruel.
a dor do peito não tem nem talvez receio, de cruzar com o espelho e inundar lenços de papel.
Não tem pecado que apague o mal de ontem, não tem centelha que espere teu depois
nunca me peças um olhar sem a tristeza que a tua incerteza fez nascer de meu amor.
Não se iluda com palavras de poetas, nao se irrite com verdades sem rancor.
nunca me chame de querida sem um dia ser o que de fato eu via em teu peito sem amor.
De cada década o amor
Tira uma história pra contar
Contra tantas regras ele cai no mundo
E conta suas histórias.
E o mundo tenta explicar que
O tempo não ama, só passa.
O amor passa sem querer passar
Passa sem querer mudar o que passou
O amor tenta explicar que
Amor não passa, só ama.
Com o relógio passando
De tic em tac e tac em tic
O amor decide parar de amar
E só passar.
Passando.
Passou e ninguém notou que
ele estava ali passando.
De mãos dadas ninguém percebeu que
Ele estava passando.
Até que... passou.
com o coração pulsando
de beijos e abraços e abraços e beijos
o tempo resolveu parar de passar
e só amar
amou.
amou e ninguém notou que
ele estava ali amando
de mãos dadas ninguém percebeu que
ele estava ali amando
até que... amou.
Um dia o tempo olhou no espelho
Só amou e esqueceu de passar
E lembrou do que o mundo disse.
Decidiu assim passar a amar sem amor.
- Mas como?
- Mas como mundo? – se questionou o tempo.
- vá lá conversar com o amor, ué!! – exclamou Seu mundo.
E foi isso que o tempo fez
E com o amor foi conversar
O amor disse que foi com o mundo
Que aprendeu a passar sem amar.
E o amor chora
Chora de tanto passar
Passar sem ninguém notar
Que agora passa sem amar.
E foi isso que o tempo fez
E com o mundo foi conversar
O mundo disse que com o homem
Aprendeu a passar sem amar.
O mundo roda
Roda de tanto amar
Amar sem ninguém notar
Que agora ele roda sem amar.
O tempo rodou o mundo
à procura de uma resposta pra seu dilema
mas ninguém sabia resolver seu problema
ninguém amava mais.
Até que finalmente um dia o amor chegou
Chegou pro tempo e disse:
- para de pensar que pode encontrar alguém pra diminuir essa sua aflição,
somos nós que devemos falar com os homi e fazê-los entender que só eles
podem resolver essa situação.
O tempo pegou o amor pelos braços
E juntos foram com o mundo conversar.
- Mundo, você que conhece melhor Gente, você pode explicar pra gente o que fazer
pra que os homi consigam entender que só eles vão resolver esse dilema? – disseram o tempo e amor com os corações nas mãos.
- parem de se preocupar com o passar sem amar e o amar sem passar. O exemplo é a solução. Amor, passe a amar sem querer parar, e se parar, Tempo, ajude o amor a amar de novo. E tempo, passe querendo amar, mas se só passar, amor, ajude-o a tentar de novo – Respondeu o mundo sabiamente.
E assim foi o tempo e o amor
Um ajudando ao outro
O primeiro tentando amar
E o segundo recomeçar.
E não é que alguns homens perceberam!
De tanta alegria o tempo casou com o amor
Casou pra nunca mais parar de amar
E nunca parar de recomeçar
O tempo amou o amor, o amor amou o tempo todo.
Agora por poetas, músicos e lágrimas
O amor contrata amantes fiéis e
Sai de lençóis sem querer parar de amar
Nem um segundo sequer.
Agora por histórias, rugas e risos
O tempo contrata observadores fiéis e
Abandona máscaras sem querer parar de passar
passar a amar todo segundo se der.
O amor ama amantes e observadores fiéis de suas histórias temporais de lágrimas e pontes sem regras de poetas e beijos que riem ao mudar o que passou sem querer mudar o que amou contar.
São tantas histórias
São tantos amores
Tudo é amor
Tudo é história
Amor.
Como é bom amar o tempo todo sem passar todo o tempo pensando que vai amar segundo por segundo.
Amar é sempre, mas sempre não é o tempo todo.
Amar é ser. E ser é sempre.
Sempre que dá pra ser o que a gente ama.
.
Fez-se o vento que veio de longe, foi parar o tempo sem dó nem pesar.
Refletiu no espelho a sorte de brisa do dia que veio sonhar.
E agora não mais sente fome, não sabe nem nome de gotas de mim.
Faz paredes e telas de sombras de mares em festa de rosa e jasmim.
Quem matou tua paz fui eu, foi embora, foi pro céu.
Quem nadou no teu peito é ruína, sem saber a sina que esta no porvir.
Cantava veredas alegres em tons tão singelos fitava a janela
Voou em tão breve esboço criou para o moço a rima mais bela
Sentada no banco da praça olhava sem graça o ventar da saia
Chamou pelos ombros o tempo pra parar o vento de mato e de praia
Quem matou tuas sombras fui eu, foi contente, foi pra Deus.
Quem criou tua sorte de prantos, foi aquele espelho que jaz no papel.
Sorriu sem saber o motivo fez do paraíso a ponte pro nada
Gritou pra estrada vazia que noite era dia e foi madrugada
Brotou em silencio profundo achou-se sozinha e perdeu a fé
Agora acorda chorando, tentando ser tanto, e tomou seu café.
Quem criou tua paz fui eu, veio em sede, riu num triz.
Quem brincou na tua pele é pavio, acendeu no vazio a tortura de amor.
Jurou com os dedos cruzados e lábios fincados mudar em ação
Olhou para o lado de fora, andou para o medo e abriu o portão.
O dia virou sem maldade cuspiu só verdade pra noites no fim
E a porta da frente agora não mais é história, é vida enfim.
Quem matou tua paz, simplesmente jogou bem contente pro tempo e então.
Nadou no teu peito em luar, passeou nas branduras de teu florescer.
Eu matei tuas sombras de medo, num corte tão cedo de letras em vão.
Quem criou tua ponte de fel, foi aquele espelho que mora no chão.
Quem criou tua paz não desmente, pulou pra corrida e foi sem saber.
Quem morou na tua pele viveu, flutuou, sorriu, amou e morreu.
Marina Aguiar
É Dona Clarice,
a esperteza te pegou de jeito. Leio e releio livros teus e vejo como palavras perfeitas, se encaixam em lugares perfeitos, em contextos esplendidos, e sentidos de criar sorrisos e lágrimas (às vezes os dois ao mesmo tempo). Citarei um trecho seu, que de certa forma, explica um pouco a minha ânsia profunda de aproveitar cada segundo do ar que entra e sai dos meus pulmões, com tanta pressa. Posso? Lá vai: “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento...”.
Me rendi. Rendo-me as tuas palavras, lugares, contextos e sentidos, todos os cinco, e o sexto mais que todos. Estamos rendidos ao fato de estarmos em um mar de dúvidas e entendimentos mal entendidos, que de uma forma ou outra vamos acabar por nos afogar de tanto perguntar coisas que simplesmente não tem resposta. Um leve afago vem quando abrimos mão do “será que”, e o ar entrando e saindo dos pulmões começa a ser à flor da pele, mais bem intencionado que somente levar oxigênio às células, que daqui a pouco acabarão por morrer, como todos e tudo.
Então, dona Clarice, quando eu vejo o sol da janela do ônibus, bem cedinho de manhã, eu rezo essa frase pra mim mesma, como Lóri fazia a noite pra tentar conversar com o Deus, o Deus dela. Eu Rezo pra mim essa frase, bem baixinho, pro meu Deus. Pra ele parar de tentar entender tudo, e viver mais tudo. Ele escuta às vezes, e coloca um sorriso na minha boca. Vou te contar um episódio meu. Escuta com atenção ta? Lá vai.
Foi uma sexta feira, a vontade de conhecer um grande amor, ou um grande amigo, ou conhecer uma boa música era imensa, algo novo queria me conhecer. O dinheiro no bolso era pouco, paciência na cabeça também. Queria o "novo" naquele instante e em mais nenhum. Já te falei que gosto de mãos? Queria conhecer mãos novas, mas acho que elas não queriam a mim, pelo menos, não naquele específico segundo. O ensaio da banda ia começar em meia hora. Ah Clarice, te falei que estou bem cantando? Estou. Estou bem cantado. Encontrei algo pra amar de verdade, além de conversar com você. Continuando com minha prosa, o ensaio começaria em meia hora, e a cantoria gostosa acalmou um pouco essa minha vontade repentina. Música vai, música vem, e o termino do ensaio chegou, e um convite também: - Poxa, porque vocês não vão ao Clandestino hoje? A festa lá esta boa! – E assim foram proferidas essas palavras mágicas pelo dono do estúdio. E lá fomos nós para o Clandestino. Um bar meio boate, meio festa, meio cinema, meio shows, meio luzes piscantes, e meio “o novo”. Perfeito. Ao som de Strokes, onde a musica dizia: “Sua mente pode vagar e procurar seu lugar na noite. Seu corpo seguiu esse sentimento, como seguiu a luz”.Tudo pareceu mais fácil sabia? (Temos no mundo muitas meninas e meninos que foram agarrados pela sabedoria, Clarice!). Eu estava ali por mim, por querer viver, querer viver “o novo” por ele traduzir o meu Deus. O meu “eu” de mudanças. É, viver ultrapassa qualquer entendimento. Como essa frase é poderosa. Viver ultrapassa qualquer impaciência pelo sentir imediato, e te transporta pra vida de fatos e acontecimentos de mil anos em um segundo, e te ensina a sê-lo plenamente. Viver. Bem, obrigada por escutar dona Lispector. És paciente. Vive. Vou tomar banho agora. Depois nos falamos mais. Meu Deus lhe manda um abraço sincero. Beijos, Marina.
Entra no carro
para no primeiro sinal
a mão
na coxa
A dele
na minha
coxa
e um beijinho
as vezes
Logo
passa a 1ª
e
corre
Para em outro sinal
e a cena volta
Assim vai
até a lapa
mãos
coxas
beijinhos repentinos
Entrei no carro
de terceiros
amigos
certo dia
e vi
tudo de novo
Mãos
coxas
beijinhos
as vezes
Mão dele
coxa dela
amigos meus
enamorados
com mãos
e coxas
e beijinhos ligeiros
Será código?
Signo?
Marca?
Mão
na coxa
alisando
acariciando
roçando
marcando
Mais um quilometro
um semáforo
a frente
mais um segundo
e lá
se foi
a mão
pra coxa
que
vício
cretino
gostoso
Todos
devem entender
que
mão
na coxa
é
ato de
posse
- entrou no meu carro,sentou no carona, beijou minha boca, então concluo que minha mão pousará em tua coxa em luzes vermelhas e engarrafamentos inesperados.
Agora é dele
a coxa
o que esta
entre
o que esta
sob e
sobre
o que esta
dentro
pelo menos
é isso que
pensa
a mão
e o
dono
dela
O código
caiu por
terra
código de
todos
os
homens
signo de
todos os
pênis
e
porras
sinal de
todos os
dedos
e
poses
A mão
na coxa
agora
é um
simples
carinho
descomprometido
Deixa Assim.
A cada
sinal
a vista
a coxa
ta lá
tremendo
bamba
pulsante (o que esta
entre
também)
esperando um
carinho
descomprometido
sincero
(será?)
marcado
possuidor
egoísta
corrompido
cretino
gostoso
A luz
verde
se
mostra
a mão
sai
para
tortura
outros
sinais
engarrafamentos
onde
estão
vocês?
Ele
corre
tanto
será
que
a
mão
não
quer
mais
minha
coxa?
Outro sinal
Ufa.
Fica sim.
Até o
Estacionamento
Depois a mão
Sobe
.
fila
mão na cintura
show
Ai mão
como gosto de
mãos
gosto delas
assim
na minha
cintura
acabou o
show
a noite
vai
mais sinais
mais
mãos
e
coxas
fica assim.
Casa
tchau, até depois, me liga
a mão
foi
embora
não volta
volta,
não
não.
Fica assim.
(Marina Aguiar.)
Sexo pra lembrar da carne
poemas pra encher a alma
gritos pra esquecer o ontem
pés pra ser o futuro
sorriso pra celebrar o hoje
papel pra criar cupidos
dinheiro pra andar a pé
criança pra beber adulto
veneno pra cantar vida
vida pra transbordar amor
Teclado para poesia
cigarro para câncer
bebida para esquecer verdades
verdades para permitir mudanças
mudanças para criar sorrisos
sorrisos para criar poesia
poesia para criar teclados
teclados para acompanhar cigarros
cigarros pra atrair câncer
câncer pra necessitar bebidas
bebidas ....
Sorriso celebrando o hoje
Papel para criar cupidos
Dinheiro pra cair na farra
Colchão pra esconder o vício
Vicio pra alimentar o ciclo
paixão pra nutri o vicio
Vira poeira pra eu te beber
Vira veneno pra eu te cantar
Vira anel pra eu te viver
Vira jardim pra eu te usar
Era pra ser tudo diferente. Era pra eu te olhar, um calafrio me envolver por completo e tudo em volta de mim se calar. Apenas a você seria concedida a palavra , e ouvidos. Era pra você se sentir da mesma forma. Olharia pra mim e no mesmo instante o tempo pararia e dentro de segundos, seu coração saltaria até o imenso universo e cairia em meu peito, e o meu no teu. Mas e agora? Já que eu não te olhei e nem você a mim. Nossas mãos não ainda se encontraram, E muito menos nossas bocas. Sei que tenho motivos pra sorrir e por que não o faço? Seria a falta de algo que não existe e se, mesmo que existisse, que ainda não conheço?
É pra nada ser diferente, e caso algo precise de mudanças, não me faltarão mãos, pés, corações para mudar o que precisa ser melhorado. O céu não mais é o limite, a rua que é. por hoje pelo menos. amanha é outro dia.
Era pra tudo ser diferente. Era pro dia nascer menos claro quando meus olhos doem de tanto pensar em beijos sinceros. Era pra noite chegar com mais brandura quando meus pés choram de tanto caminhar pelo tempo. Era pro espelho ser menos franco quando a consciência já martela o bastante. E Era pra você me amar. E onde fica esse amor? A quem pertence esse carinho bandido? Quando vai chegar?
Esse amor fica a um segundo de seu espírito que deve aprender a se acariciar, sem necessitar de falsas, ou inúteis palavras alheias. Esse amor pertence ao universo, ao tempo do vento em altas montanhas de inverno, ao mundo de sonhos, a terra de ninguém, ao mundo de todos. A ti. E sim, ele chega logo. Chega num suspiro de paz sincera. De calma acolhida pelo coração. Chega logo. Chega com luz.
Era pra nada ser diferente.É pro luar aquecer a alma como o sol aquece a terra. É pro canto da viola ditar o ritmo do dia. É pra criança nascer do adulto sem pestanejar e brilhar em passos arteiros. É pro dia nascer feliz assim como disse o poeta. E ele nasce.Nasce com espelhos a volta do céu pra mostrar o que de fato existe. você. em sua plenitude. eu. em minha plenitude. em minhas verdades.nós. em nossas verdades e plenitudes. Ao acordar e sair na rua o espelho reflete o azul dos olhos daqueles que a olhos pretos azulejam o dia de sol. de sol azul, e céu amarelo, e mar lilás. aquerelando o quarto. rabiscando a porta. brotando um pé de rosa branca. e vermelhas. e liláses, e margaridas amarelas. e vida sol céu mar, aquarela.
on rima rima rimador vai buscar o meu Ôôr